Internet – Direito Fundamental

March 10th, 2010

Caríssimos leitores,

O “Link” – Caderno de Tecnologia do jornal “O Estado de São Paulo” – publicou hoje uma matéria a respeito de uma recente pesquisa realizada pela BBC. (Leia a íntegra aqui) - Aproveito a oportunidade para comentar outros aspectos também interessantes abordados pela pesquisa e que mostra a justificada preocupação em todo o mundo com as fraudes, com a violência, pornografia, privacidade e até mesmo com a censura. Não há dúvida que devemos ter muito cuidado com a segurança na Internet no Brasil – assim como em qualquer lugar do mundo – desde o comércio e transações eletrônicas – até a relação com as crianças, redes sociais, crimes contra a honra, estelionato, sequestros e outros crimes mais graves originados ou tangenciados pelo ambiente eletrônico. É muito grave, por exemplo, aquela recente denúncia da comercialização de senhas para acesso ao INFOSEG – que foi reportagem de uma emissora de TV em São Paulo (http://www.direitodainformatica.com.br/?p=413).

Por isso que eu digo que o direito constitucional à intimidade, à privacidade – passa a ocupar cada vez mais uma importância muito grande na atualidade. O entrelaçamento de banco de dados com informações pessoais, a troca dessas bases de dados entre empresas – e outras práticas semelhantes – é motivo de grande preocupação para a comunidade jurídica em todo o mundo. Considere os diversos bancos de dados com informações disponíveis pela Internet. Somente com eles, reunindo todos os dados em um só lugar, entrelaçando-os, fazendo referências recíprocas, cruzando dados, é possível conhecer razoavelmente sobre alguém. Imagine o tanto quanto a sua administradora de cartões de crédito conhece a seu respeito. Onde, quando e quanto comprou. Quando e onde frequentou.  A questão é que as informações estão sendo colocadas cada vez mais facilmente a disposição de determinadas empresas e instituições –  e isto está oferecendo a possibilidade de se conhecer em demasia a respeito da vida particular das pessoas.

Precisamos ficar extremamente vigilantes e atentos às ações governamentais em todo o mundo no processo regulatório da Internet. Há profissionais, especialmente da área jurídica e política que não estão conseguindo compreender determinados fenômenos e características da Internet e da modernidade. Está em trâmite na França, já aprovada pela Assembléia Nacional, uma lei chamada LOPPSI II (Lei de Orientação e Programação para a Segurança Interior) – que é um verdadeiro desastre para a tradição de modernidade do direito francês. Veja também o caso da propriedade intelectual. As tecnologias para a distribuição de conteúdo estão cada vez mais diferentes de tudo o que as gerações anteriores imaginavam. São as tecnologias de ruptura (disruptive technologies) – que quem está dentro do negócio impactado pelas inovações desta natureza normalmente não consegue compreender. Exemplos: a revolução que passa a indústria da música, do livro e da educação.

Em alguns anos será um privilégio ter um livro impresso editado. Basta ver a situação das editoras tradicionais hoje em dia. Algumas chegando a oferecer aos autores parcerias para a edição das obras – ou seja, divisão das despesas editoriais. Fico imaginando essas máquinas de impressão de livros “on demand” – evidentemente aprimoradas – nos aeroportos e shoppings. Veja os links abaixo:

a) http://ow.ly/18EPx

b) http://www.direitodainformatica.com.br/?p=559

c) http://www.direitodainformatica.com.br/?p=473

Nesta linha das grandes mudanças, correta foi a juíza norte-americana Nancy Gertner – naquele famoso caso do adolescente multado em US$ 675 mil dólares pela troca de músicas na Internet – quando afirmou com muita lucidez no processo que: “há algo errado com uma lei que ameaça rotineiramente adolescentes e estudantes com multas astronômicas por uma atividade cujas implicações eles podem não ter compreendido totalmente“.

O compartilhamento dos mais variados conteúdos pela internet é uma realidade absolutamente irreversível. A indústria da intermediação está sofrendo muito com a modernidade. O conteúdo ganhou independência do suporte. As pessoas ainda estão aceitando pagar por aquilo que simplifica uma rotina, que economiza tempo, pela conveniência, por soluções que entregam a elas o conteúdo de forma inteligente, moderna, ágil e sem os custos absurdos dos intermediários.

É preciso, portanto, muito cuidado com as atividades regulatórias da Internet, mas elas precisam existir.

- BBC: (íntegra em inglês)

(*) Paulo Sá Elias é advogado especialista em Direito da Informática e professor universitário em São Paulo. Mestre em Direito pela UNESP. www.twitter.com/psael

Cisco TelePresence

February 15th, 2010

Children see. Children do.

January 25th, 2010

Dra. Zilda Arns Neumann

January 14th, 2010

“Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.”

Dra. Zilda Arns Neumann
Médica pediatra e especialista em Saúde Pública
Fundadora e Coordenadora da Pastoral da Criança Internacional
Coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa

Zaher + Diniz + Slim Helu

January 6th, 2010

 

Meus caros leitores, vamos começar 2010 prestando muita atenção à somatória das opiniões e experiências desses três grandes empresários: Chaim Zaher, Abilio Diniz e Carlos Slim Helu.

1. Chaim Zaher: “É preciso disposição, vontade de vencer e de crescer. De poder procurar e ter oportunidades. A vida é a melhor escola do mundo. Quando se tem determinação e um plano pré-definido (bem elaborado) – é possível conseguir tudo. E o fundamental: devemos fazer o que gostamos, pois o prazer torna o trabalho natural e o sucesso uma consequência.”

2. Abílio Diniz: “Empreendedor. Para começar um novo negócio é necessário: I. Diagnóstico; II. Planejamento; III. Ação. É preciso saber tudo a respeito daquilo que estamos pretendendo fazer, o maior número possível de informações. Planejar bem – ver se o negócio fica em pé, fazer um business plan adequado. Somente então, sempre após a conclusão dessas 2 fases anteriores, seguir para a ação. O empreendedor precisa ter garra, determinação, saber onde é o norte (para onde a pessoa está se dirigindo). Importante: É preciso ser o motorista, o condutor do carro da vida. Não devemos deixar a vida nos levar. Não devemos ser o carona, o passageiro. Devemos tentar conduzir a nossa vida, não deixar ser levado por ela. Às vezes é muito agradável deixar que o vento nos leve, mas às vezes podemos ser levados para um lugar que não queremos.”

3. Carlos Slim Helu: “Toda a informação necessária para se tomar uma decisão de negócios tem de caber em uma folha de papel. Praticidade. Austeridade. Adoção de estruturas simples. Investimento em ativos rentáveis. A riqueza deve ser administrada com eficiência, probidade, eficácia e sobriedade.”

Chaim Zaher

January 4th, 2010

STS-129 NASA Space Shuttle

November 25th, 2009

Fonte: http://www.onorbit.com/node/1753

Prof. Dr. Newton De Lucca

November 18th, 2009

A minha homenagem pública é destinada ao caríssimo e muito distinto Prof. Dr. Newton de Lucca  – Desembargador Federal do TRF3-SP pelo lançamento do livro “Da Ética Geral à Ética Empresarial” que acabo de receber aqui em Ribeirão Preto – SP. Muito obrigado! - Quero também aproveitar a oportunidade para cumprimentá-lo pela posse como Professor Titular do Dep. de Direito Comercial da USP - e lamentar por não ter tido a oportunidade de estar ontem à noite (17.11.2009) aí em São Paulo para cumprimentá-lo pessoalmente durante a solenidade.

Quem desejar adquirir o livro do Prof. Newton:
quartierlatin@quartierlatin.art.br

Aproveito a oportunidade para mencionar um trecho citado pelo Prof. Newton em seu livro e que entendo absolutamente fundamental: “Quando você procura contratar pessoas, nelas deseja ver três qualidades: integridade, inteligência e energia. Se não tiverem a primeira, as outras duas irão matá-lo.” (Warren Buffet)

Stephen Hawking

November 9th, 2009

Print on demand!

November 4th, 2009

Será um privilégio ter um livro impresso editado. Basta ver a situação das editoras tradicionais hoje em dia. Algumas chegando a oferecer aos autores parcerias para a edição das obras – ou seja, divisão das despesas editoriais. Disruptive meus amigos! Quem está dentro do negócio não consegue ver. Tudo indica que o livro vai ficar no formato digital. E essas máquinas – ainda melhor desenvolvidas e com custo reduzido – estarão disponíveis em lojas, shoppings, aeroportos. Quem quiser um livro impresso, print on demand!