Semiótica

Semiótica para CHARLES SANDERS PEIRCE (1839-1914 – cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano, considerado o fundador da moderna semiótica): “é a teoria geral das representações, que leva em conta os signos (designação comum a qualquer objeto, forma ou fenômeno que remete para algo diferente de si mesmo e que é usado no lugar deste numa série de situações, v.g., a balança, significando a justiça; a cruz, simbolizando o cristianismo; a suástica, simbolizando o nazismo; uma faixa oblíqua, significando proibido [sinal de trânsito]; um conjunto de sons [palavras] designando coisas do mundo físico ou psíquico etc.) sob todas as formas e manifestações que assumem (lingüísticas ou não), enfatizando especialmente a propriedade de convertibilidade recíproca entre os sistemas significantes que integram. A semiótica, como é possível concluir, se presta ao estudo dos mais variados tipos de linguagem e significação. Estudo e/ou a aplicação de processos/técnicas comunicacionais. No Direito, o estudo ou observação das mudanças de significação nas palavras empregadas nos escritos jurídicos. Etimologia: semeion (grego). Fr. semiotique (1555 semeiotique) ‘sintomatologia’; (1967) ‘ciência geral dos signos’; o termo já fora usado em inglês (1690)  escrito em grego pelo filósofo inglês LOCKE com o sentido de ‘doutrina dos signos ou lógica’ e nessa mesma linha significacional é retomado em (1897) por CHARLES S. PEIRCE e mais adiante (1937) por C. MORRIS ‘como ciência geral dos signos’; ainda em inglês escrito semiotics (1880) ‘ciência da comunicação estudada através dos signos e dos símbolos para detectar como operam nos vários campos, especialmente na língua’; do gr. ‘diagnóstico ou observação dos sintomas’, ‘apto a notar, que concerne à observação’. É, portanto, como já esclarecido, a ciência dos signos, a ciência de toda e qualquer linguagem. “A Semiótica é a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido.” SANTAELLA, L. (1983). Fenômenos culturais considerados como sistemas de significação, tenham ou não a natureza de sistemas de comunicação (incluindo práticas sociais, comportamentos etc.)” – Cf. HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 2922 p. / PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO. Centro de Estudos Peirceanos – Programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica.

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